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História - Documentos Históricos

(1) Foral:


"Este é o Foral que os Homens de Vila Verde tem entre si. Em primeiro Lugar pela morte, 1.000 soldos, metade para o pretor, metade para os parentes do morto. Por um olho, uma mão, ou um pé, 500 soldos, metade para o pretor. E quem matar um homem e o sobredito dinehiro não poder dar, será enforcado. Pelo ferimento do dedo polegar, 200 soldos, metade para o pretor. Por um dente, 3 maravedis, metade para o pretor. Por qualquer ferro afiado de que o homem por ira puxar, perderá o ferro e 5 soldos para pretor, e dará 5 soldos àquele contra quem puxava pela arma. Se um homem ferir alguém, a ferida será medida ou pela largura ou pela altura, conforme o ferido escolher, e o criminoso dará por cada polegada 6 soldos, metade para o pretor. Quando o ferido adoecer por causa da ferida, o criminoso lhe dará 1 soldo por cada dia que estiver doente; e se poder andar a pé, porém impossibilitado de fazer serviço, terá 6 dinheiros por cada dia; e lhe será abonado o que dispender com o médico. Se um homem desmentir outro, ou chama-lo desonesto, e se os homens bons entenderem que foi mal feito, pagará 6 soldos, metade para o pretor. Se um homem espancar outro, e o espancado cair, ou se o tomar pelos cabelos e o lançar por terra, dará 12 soldos, metade para o pretor; e todos estes delitos devem ser provados por testemunhas. Qualquer homem que bater n’outro, ou com a mão aberta ou com o murro, ou com o pé, por cada pancada dará 6 soldos, metade para o pretor. Se alguém for encontrado com um furto, o dono do furto receberá 6 soldos, além do valor do furto; e se o ladrão se poder justificar justifique-se. Se alguma besta matar um homem, será para o pretor. O filho que não for legitimo, não herda nada do pai. O homem que vive com sua mulher, se um deles morrer e houver descendência, serão divididos entre estas os bens do morto. Se a descendência estiver extinta, mas o morto tiver parentes ascendentes, eles não herdarão os bens mas sim os parentes do outro cônjuge, e isto será decidido na presença do pretor; e se alguém intentar acção injusta sobre isto perante ele, lhe dará o dobro. Se alguém se deixar esbulhar do seu direito de consentir que outrem cultive a sua herdade sem protesto durante um ano e um dia, não mais o poderá reivindicar. Se um espancar outro e o espancado se vingar por suas próprias mãos, perderá todo o seu direito e outro ficará isento da pena em que tiver incorrido. Pela casa devassada 60 soldos, metade para o pretor, metade para o dono da casa. Se alguém tiver queixas contra um vizinho, o pretor deve diligenciar conciliá-los, e receberá se houver razão, pelo olho , mão, ou pé ou dente, ou dedo, ou polegar ferido. Se o pretor os não poder conciliar, nem por isso perde seu direito. Se a questão for de outra natureza e não poder conciliar as partes, nada vencerá; porém se mais tarde se conciliarem dentro ou fora da Vila, terá então todo o seu direito. Pelas medidas falsas, ou outra qualquer falsificação, 5 soldos para o pretor. E todas as portagens são do pretor. E se houver alguém que não queira sujeitar ao foral da Vila, devemos consultar e expulsá-lo  da Vila, e quantos dias andar fora, tantos 3 soldos deverá pagar ao pretor. Ninguém poderá comprar herdade em Vila Verde se não francos. Se a Franca casar com o franco, eles terão foro em tudo como francos.

Eu Afonso II pela Graça de Deus, rei de Portugal, junto coma rainha D. Urraca, minha mulher e os nossos filhos os infantes D. Sancho, D. Ana e D. Fernando e D. Leonor, concedo e confirmo a vós os habitantes de Vila Verde dos Francos tanto presentes como futuros, esta carta e este foral que D. Alardo vos tinha dado e concedido, e para que esta concessão e confirmação minha tivesse a maior garantia, mandei passar esta carta e lhe pus o meu selo de chumbo. Foi Feita em Santarém no mês de Março na era de 1255. Nós os supranomiados, que esta carta confirmamos e em ela estes sinais fazemos Ɨ Ɨ Ɨ Ɨ Ɨ que foram presentes, D. Manuel João Signifer de el-rei nosso senhor, D. Pedro João, mordomo, confirma; D. Luíz Suero; D. João Fernandes, confirmam; D. Fernando Fernandes, confirma; D. Lopo Afonso, confirma; D. Estevão, Bispo de Braga, confirma; D. Martinho, Bispo do Porto, confirma; D. Pedro Bispo de Coimbra, confirma; D. Pedro Bispo de Lamego, confirma; D. Bar, Bispo de Viseu, confirma; D. Martinho Bispo da Guarda, confirma; Mestre Pelágio, Chantre do Porto, testemunha; Pêro Garcia, testemunha; João, TESTEMUNHA; Vicentes Mendez, testemunha; Martinho Peres, testemunha; Pero Peres, testemunha; Gonçalo Mendes, Chanceleiro; Lopo Martins, notário."

 

(2)Poema de Luís de Camões a Caterina (Natércia)

Na metade do Céu subido ardia
O claro, almo Pastor, quando deixavam
O verde pasto as cabras, e buscavam
A frescura suave da água fria.
Com a folha das árvores, sombria,
Do raio ardente as aves se amparavam;
O módulo cantar, de que cessavam,
Só nas roucas cigarras se sentia.

Quando Liso Pastor, num campo verde,
Natércia, crua Ninfa, só buscava
Com mil suspiros tristes que derrama.
Porque te vás de quem por ti se perde,
Para quem pouco te ama? (suspirava)
E o eco lhe responde: Pouco te ama.


 

Memórias paroquias de 1759:

Transcricção Paleográfica por: Drº António Pacheco, 2014 -Investigador do CHAM, Centro de História de Além- Mar da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores.

1759.
Memória de Vila Verde dos Francos, Torres Vedras.
Lisboa, ANTT, Memórias Paroquiais 1722 / 1832, Tomo 40, nº 270, p. 1647 a 1656[1][i]


 
[Fólio 1647]

1
Na Provincia da Extremadura Patriarchado de / Lisboa, comarca de Torres Vedras donde dista duas legoas / entre Alanquer e Obidos está situada Villa Verde, dos Francos /

2
HeDonatario ao prezente o Marquez de Angeja D. / Pedro Jose de Noronha e Camoenz Camarista de Sua Magestade Fi / delissima e Vedor de Sua Real fazenda, e he morgado solar de / sua casa, onde tem seu palacio com muita grandeza, e anti / tiguidade, com sua cerca, noras, alegretes e agoa todo o anno / em grande abundancia, muitas arvores, laranjeiras, pereiras, maciei / ras, ginjeiras e figueiras, matta de arvores silvestres, com / hum pombal e pombos bravos que não obstante os muitos que se lhe ma / tão nas lezírias e para substento de seus administradores sempre / concerva mais de mil. Foi fundada esta Villa no tempo de / ElRey D. Affonso Henriques por hum fidalgo frances.Os pe / zos e medidas desta Villa que tudo he de bronze tem as armas / do Senhor ElRey D. Sebastiao de gloriosa memoria. /

3
Tem 168 moradores e o numero das pessoas são quinhentas / e noventa e quatro /

4
Está situada nas faldas da Serra do Montejunto onde / há hum Convento de Religiosos de S. Domingos exemplarissimos /


 

[Fólio 1648]


donde dista h6alegoa para o poente entre montes, e não se avis / ta della povoação alg6a, mas do Castello que estáquasi demolido / se avista Santarem, Villa Nova da Raynha, Azambuja, Peniche / Berlengas, S. Martinho, Obidos e o mar de N. Senhora de / Nazareth, e nada pode entrar nesta Villa sem ser visto do Castello / antes hum quarto de legoa. /

5
Tem seu termo a parte que compreende os lugares seguin / tes. Avenal com h6a Ermida e seu alpendre / orago N. Senhora de Ajuda frequentada de romagens principal / mente em Settembro com seu Cappellão de Domingos / e dias santos, a quem os moradores dão hum moyo de trigo e são / em numero vinte e dous fogos e dista meyalegoa da ma / triz,fas se lhe a sua festa com missa cantada e sermão na pri / meira Dominga de Settembro, tem alg6as azenhas que cos / tumão moer de um olho de agoa que nasce das faldas da / serra da parte do Norte onde esta situado o ditto lugar, e / em fazendas do Excelentissimo Donatário donde chamam o Casal / do Marmello. /


Mais o lugar da Rixaldeira com h6a / Ermida de N. Senhora do Amparo, tem nove moradores com boas / campinas, e pomares situado da parte do Norte na mesma / falda da serra. /


E asim mais outro lugar chamado da / Rabisaca com seis moradores da parte do Norte e distão estes / dous lugares hum quarto de legoa da Matriz de Villa Verde. /

[Fólio 1649]


Com mais o lugar de Lapaduras com sua Ermida / e seu alpendre, orago S. Miguel com quatorze mo / radores que fazem hum moyo de trigo ao seu cappellãope / los Domingos e dias santos, situado para a parte do Sul nas / faldas da serra chamada Galega, dista da Matrizquasi / meyalegoa fazem a sua festa no dia do Anjo 29 de / Settembro com sermão e missa cantada. E asim mais / o lugar de Casais Galegos com doze moradores, sua / Ermida com alpendre orago N. Senhora da Salvação, / missa aos Domingos e dias santos, e he frequentada de munta / romagem em todo o anno, tem seu cappelão certoDomin / gos e dias santos a quem dão hum moyo de trigo dista da ma / triz h6a grande meyalegoa. E asim mais / o lugar da Portella, que tem Ermida com seu alpendre / orago Santa Barbara fabricada pellos seus moradores que / são nove e tratada com toda a decência, tem seu cappe / llão e dista da parrochia piquena meyalegoa. Todas estas / Ermidas tem seus ermitaens apresentados pello Prior da / Matriz de Villa Verde e confirmados pelloVigario Geral / do Patriarchado e os cappellaens destas Ermidas são de consen / timento do Prior, e preferem a estas cappellasos beneficiados / da igreja MatrizVilla Verde. Tem mais os / casais seguintes situados na costa da serra da parte do Norte / e são: Casal dos Mogos com hum morador, Casal da /

 


 

[Fólio 1650]


Froanna com dous moradores, Casal do Chorão com dous / moradores, Casal da Serra com hum morador. E da parte do Sul / são os seguintes Casal da Boavista, Casal do Pi / nheiro, Casal do Alziro, Casal Novo, Casal da Casa de Sima, Casal do Romão cada hum com seu morador, e em todos tem agoa natural, e terras excelentes para pomares. / E de Poente os seguintes Casal do Fetal, Casal da Car / riça, Casal do Baraul, Quinta do Pedrefe, Fonte / Pipa, Casal do MendeSaá, Casal de Malpique / e Casal da Lavandeira, cada hum com seu morador, e to / dos estes casais pertencem à Matriz de Villa Verde. /


A Parrochial que está dentro na Villa, cuja /


fica no meyo do termo, orago N. Senhora dos Anjos, toda / de abobeda e h6a só nave, hé sagrada, e nella se fas / na Semana Santa contra sepulchrothe dia de Paschoa, e o adro /hé murado em roda com tres portas que se fosse terra de pão / levaria mais de dés alqueires de semeadura, tem esta Igreja sinco / altares a saber. O altar mór que na sua tribuna / tem a milagrosa imagem de N. Senhora dos Anjos com suma / perfeição, e com quem os parroquiannos tem especial devoção, e os / povos vezinhos. E na banqueta do altar tem o sacra / rio, da parte do Evangelho o Santissimo S. Joze e da Epistola o Senhor/ S. João Baptista, e a Irmandade do Santissimo, de quehé juiz / perpetuo o MarquezDonatario. Confraria de N. Senhora dos Anjos /




[Fólio 1651]


de quehé juiz perpetuo o Padre Prior. O altar da / parte do Evangelho hé do Menino Jesus com sua Confraria / de juiz e mordomos, tem a sua festa no primeiro de Janeiro. / E asim mais da mesma parte o altar de S. Sebastião / com sua Confraria de juiz e mordomos. Tem a sua festa[i][ii]no dia / do mesmo Santo e duas imagens mais de Santa Luzia, e da Senhora / Santa Anna com festa nos seus dias. E da parte da Epistola o altar de Santo Antonio com sua Confraria / de juiz e mordomos, tem a sua no dia do mesmo Santo e fas se lhe / tambem a [?]e no mesmo altar S. Thomaz com Con / fraria tem a sua festa no dia do Santo. E assim mais no mesmo / altar S. Antão a quem se festeja no seu dia. E asim / tambem mais outro altar de N. Senhora do Rozario com / Confraria e tem a sua festa no primeiro Domingo de Outubro, / tem mais no mesmo altar as imagens de S. João E / vangelista e S. Gregorio. E fas se a festa da Senhora dos / Anjos Padroeira com o Santissimo exposto e sincoenta dias / de indulgencia a 15 de Agosto. E a festa do SantissimoSa / cramento na 3ª Dominga do mesmo mez com todo o ex / plendor e grandeza. /

8.
O Parrocohé Prior apresentado pella Casa de Angeja, / e tem de renda com os passaes da Igreja pouco mais ou me / nos quinhentos mil reaes. Nellahe o anno de 1650 forão Priores os filhos segundos da Casa de Angeja dotados de muita autho / ridade, letras, e virtudes, e desde aquelle tempo sempre apre / sentarão esta igreja nos mestres de seus filhos e cappelaens. /


[Fólio 1652]

9.
Tem seis beneficiados que resãoactualmente no coro da a / presentação, e colação do Prior. Rende cada hum oytenta mil reaes / por anno. /

10.
Tem um Convento de Religiosos de S. Francisco da Recolei / ção da Provincia dos Algarves, distante da Villameyo quarto de / legoa, orago de N. Senhora da Visitação de quehé padroeiro o / Marques de Angeja, e foy quinta de seus antepassados, / onde ainda hoje se concervacaza com suas arvores fonte / hospicio. Tem h6a grande matta de arvoressylvestres, / excelente agoa com muita abundancia, e hum lago bastan / temente grande. He este Convento Casa de Noviciado da / sobredittaProvincia tem murado nellee morãoreligiosos de conheci / da virtude como nos mais da dittaProvincia chamada mag / na pelo Cappitulo Geral de Toledo, e nos nossos tempos / tem falecido alguns religiosos que alem de exemplarissimos, muito / conhecidos pellos grandes milagres que obrarão, dos quaes são / alguns os seguintes: Frei Manoel da Madre de Deus [?] / o Merciannafaleceo em 2 de Setembro de 1746 Frei Manoel / das Neves Confessor faleceo em 20 de Mayo de 1749 Frei Se / bastião de S. Leonardo Choristafaleceo em 11 de Janeiro de 1697 / Frei Sebastião de Jesus MariaPregador Jubilado e exDeffenidorfa / leceo em 20 de Março de 1776. E dos religiosos que aqui toma / rão o habito e falecerão pelos mais conhecidos da sua Provincia com / opinião de santidade são infenitos, e delleshé hum muito conhe / cido o Padre Frei João de N. Senhora pregador das doutrinas de Maria Santissima /
[Fólio 1653]


mais conhecido pello Poeta de Xabregas, enfim he / este Convento de 32 the 34 religiosos moradores, que por estas / letras semeão com a mayor vigilancia a palavra do Santo / Evangelho como verdadeiros cultores da vinda do Senhor. /

11
Tem Hospital queadmenistra a Casa da Misericordia / e terá de renda um moyo de pão pouco mais ou menos das / suas terras alem do que dão os irmaos da Misericordia. /

12
Tem Casa da Misericordia com sua Irmandade de quehe / perpetuo Provedor o MarquezDonatario, e se governa por com / promissosemilhante ao da Misericordia de Lisboa e foyfun / dada no tempo de ElRey D. Manoel. Tem esta igreja / hum só altar em quehé venerada h6aimmagem do / Senhor dos Passos com suma perfeição, e pella sua antiguidade / dizem em tudo ser semilhante a dos Passos de Lisboa colocada / no Convento de N. Senhora da Graça.He esta Igreja toda azole / jada com duas portas coro e caza da Irmandade. Tem a sua Procição na quarta Sexta feira da Quaresma, e na mesma / igreja fazem os Terceiros, pello Convento estar distante, as suas / funçoens e Procição em Domingo de Ramos. /

13
Ha junto á Villah6aHermida do Anjo da Guarda / da parte do Sul toda de abobeda com hum só altar, e tem / sua Confraria de juiz, juiza, e mordomos que lhe fazem a festa / com toda a solemnidade no terceiro Domingo de Julho. Hedos Senhores / Donatarios, e de muita romagem em todos os tempos do anno. /


[Fólio 1654]


Asimtambem há mais junto a esta Villa da parte do Po / ente outra Ermida de S. Bras com hum só altar / administrada pellaCaza da Misericordia, frequentada de / romagem principalmente no seu dia 3 de Fevereiro. /

15
Os frutos da terra são em abundancia e bons: trigo, se / vada, e vinha, e algum milho, pouco azeite e toda a / casta de fruta em abundancia, muito gado miudo ovelhas, e / cabras, e de caça perdizes e coelhos. /

16
Tem dous JuizesOrdinarios hum na Villa, e outro / em seu termo que fazem Audiencia as semanas, hum Procu / rador do Concelho e tres Vereadores, confirmado tudo pelloMarquez de Angeja Senhor desta Villa, Camara que está / sugeito o seu governo ao das Justiças de Torres Vedras cabe / ça da comarca. Tem hum Capitão de Ordenança su / geito a o General da Extremadura. E no esperitual / está sugeita esta Villa ao Vigario da Vara de Alenquer / donde dista duas legoas, e dés da cidade de Lisboa. /

17
Não pagam jugada os moradores desta Villa e seu termo, / mas sim hum tributo a quechamão varas, de que se não isentão / nem ainda os eclesiasticos por ser tributo real posto às fa / zendas. /

18
Florecerão em Letras vários sujeitos de quem se ignorão os / nomes, e neste seculo Manoel Nobre Pereira do lugar /

[Fólio 1655]


daPortella desta freguesia, quefoy Colegial no ColegioPontificio em / Coimbra, Lente de Canones, Conego Doutoral na Seé da / mesma cidade, e faleceo sendo VigarioCappitular em / o governo do Bispado de Coimbra, merecedor de [?]empregospor suas letras e virtudes, e em Armas / florecerão muitos e grandes homens nos tempos antigos, e nestes / nossos Gregorio Ferreira de Faria Sargento mór da / comarca de Leiria de especial valor, prudencia, e virtudes. /

19
Tem esta terra dois [sic] feiras francas no annoh6a em dia de / S. Bras a 3 de Fevereiro, e outra a 28 de Ou / tubro dia de S. Simão e S. Judas. /

20
Não tem esta Villacorreyo, porem serve se pellaVilla / de Alanquer, donde dista duas legoas /

21
distadéslegoas de Lisboa /

22
não tem previlegios senão os de não pagar jugada, nem outro / algum tributo senão as varas /

23
Não há lagoa celebre, mas tem muitas fontes e h6a / especial para dor de olhos chamada a Fonte do Formiga / junto a esta mesma Villa. /

24
nãohe porto de mar, nem praça de armas /

25
[[ii][iii]]

26
Não padeceoruynaalg6a no Terramoto de Novembro de 1755 /
27
não há mais, nem achei cousa alg6a de que pudesse dar noticia. /


[Fólio 1656]


pello papel de interrogatorios que me foy remetido, mandado sa / tisfazerpello Reverendo [?]Vigarioda Vara da Comarca de Alanquer /


Villa Verde em 15 de Agosto de 1759 /


O Prior João da Sylva /


Custumam os moradores desta Villa e seu termo hirem / com hum sirio a N. Senhora da Misericordia a sette de Settembro / a qual igreja hé freguesia do lugar da Moita termo de Obidos. /


O Prior João da Sylva /



[i] A letra maiúscula exaustivamente usada no texto, no início das palavras é, nesta transcrição, alterada para minúscula sempre que a facilidade de leitura o aconselhe. Também por uma questão de facilidade de leitura, casos há em que a pontuação é revista. As letras em itálico correspondem às ausentes quando o escrivão utiliza abreviaturas. No topo do primeiro fólio, à direita, em letra menor que a do corpo do texto, lê-se “Villaverde dos Francos / comarca T. Vedras”.
[1][ii] Carateres entrelinhados de difícil leitura,
[1][iii] O padre João da Silva nada anotou neste item.

  
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